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Cantora Julinha celebra o sertão baiano com ‘Aprumar II’ capítulo final de seu álbum de estreia

  • contatovilasboas
  • 15 de jul.
  • 3 min de leitura

Cantora e compositora nascida no Dia de São João transforma

memórias do interior baiano em um trabalho autoral atravessado pelo forró, baião e aboio

Há discos que nascem como um retorno para casa, é o caso de "Aprumar II”, trabalho que encerra o álbum de estreia da cantora e compositora Julinha (https://www.instagram.com/julinhacarvalho/). Disponível nas plataformas digitais, o EP reúne cinco faixas autorais que aprofundam a relação da artista com o sertão baiano, suas memórias afetivas e os sons que marcaram sua formação musical.


Natural de Riachão do Jacuípe, no interior da Bahia, e nascida em 24 de junho, Dia de São João, Julinha constrói em Aprumar II uma obra que dialoga diretamente com as tradições populares nordestinas. O trabalho percorre sonoridades como o forró, o baião, o aboio vaqueiro e elementos do samba de roda sertanejo, estabelecendo uma ponte entre passado e presente.


“Mesmo depois de anos morando em Salvador, sigo conectada ao mesmo cenário em que cresci. O São João está na minha certidão de nascimento. Minha família tem origem rural, então carrego comigo memórias afetivas da roça, das rezas e do rádio”, afirma a artista.


Produzido por Jalmy e Cuper, o EP conta com participações de Pedro Regada, Carol Pêpa, Peu Bandolim e Lucas de Gal. Entre os destaques está a faixa Chá, gravada em parceria com a cantora manauara Gabriella Dias. A canção aproxima os universos da caatinga e da floresta amazônica em uma narrativa delicada sobre amor e descoberta, ampliando os diálogos entre diferentes territórios da música brasileira.


O reconhecimento do trabalho autoral de Julinha também aparece em sua trajetória como compositora. Duas das cinco faixas de Aprumar II foram finalistas do Festival Educadora de Música, reforçando sua presença entre os nomes da nova cena musical baiana.


A conexão com as origens atravessa ainda a identidade visual do projeto. As fotografias foram realizadas na casa de roça da família da artista, em Riachão do Jacuípe, cenário que integra sua memória afetiva e sua relação com o interior. Inspirado nas representações de São João Menino, o ensaio visual dialoga com seu nascimento no dia dedicado ao santo e com temas como pertencimento, ancestralidade e tradição presentes no disco.


Aprumar II consolida uma pesquisa artística construída a partir das referências culturais do interior da Bahia e reafirma Julinha como uma das vozes da nova geração de artistas que dialogam com a música popular brasileira sem abrir mão de suas raízes.


Sobre Julinha

Cantora, compositora e publicitária de formação, Julinha é estudante de Música Popular da UFBA e construiu sua trajetória artística a partir de referências que vão dos grandes nomes da MPB aos cantores anônimos dos bares, das ladainhas do sertão ao brega que ecoa nos rádios populares.


Iniciou sua carreira profissional em 2018 como uma das vocalistas do grupo de samba junino Samba do Vai Kem Ké, sob direção do maestro Augusto Conceição, e integrou também o projeto Brega y Cana. Em carreira solo desde 2022, lançou o single autoral Besta pra Rir e a releitura de Tortura de Amor, clássico de Waldick Soriano.


Três vezes finalista do Festival Educadora de Música, Julinha lançou Aprumar I em 2024, primeira parte de seu álbum de estreia, levando o repertório para espaços como a Sala do Coro do Teatro Castro Alves e o Teatro Gamboa, em Salvador.


Desde 2024, apresenta mensalmente o espetáculo Bregas que Você Quase Esqueceu, na Casa da Mãe, no Rio Vermelho. O projeto se tornou um dos destaques da cena cultural soteropolitana ao reunir releituras de clássicos do brega, do arrocha e do forró, ao lado das composições autorais da artista.


 
 
 

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 © Caroline Vilas Bôas  2021
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